É isso aí, meia-noite e meia, véspera do meu último vestibular do ano, e eu, desleixadamente, cantando um clássico dos anos 70 com a minha escova de dentes na mão. É engraçado pensar em como as coisas podem mudar em um período de tempo tão curto, basta alguns acontecimentos se encaixarem da maneira correta.
No começo desse ano eu tinha um plano muito certo. Ou pelo menos achava que tinha. Para mim, não era segredo nenhum o que aconteceria depois que escola acabasse. Eu iria estudar muito, passar no vestibular e, no ano seguinte, embarcar na vida uniersitária. Simples assim. Eu não imaginava o quão irregular e estimulante 2012 seria.
Por mais que o ano não tenha deixado milhares histórias maravilhosas para contar, a vivência dele em si foi muito complicada e, mais do que isso, importante para mim. Importante no sentido de aprender que existem muitos outros lados de mim mesma que eu não conhecia, e que às vezes tudo bem não seguir as coisas conforme o planejado.
Durante toda a minha vida eu tentei provar a mim mesma que conseguiria atingir minhas metas, mas nunca tinha parado para pensar o que cada uma delas significava. Às vezes nós colocamos nossos objetivos tão à frente de tudo que acabamos reprimindo todos os outros caminhos alternativos. E, quando meu objetivo a longo prazo deixou de ser tão distânte e se tornou realidade, eu percebi que talvez ele não tudo aquilo que eu queria para esse momento da minha vida.
Por mais que eu odeie admitir, eu estou morrendo de medo. Pela primeira vez eu não tenho certeza nenhuma do que vai acontecer a partir de agora, e isso é aterrorizante. Ao mesmo tempo, eu não consigo deixar de pensar nas inúmeras possibilidades quânticas que eu tenho pela frente. Assim como com o gato de Schrödinger, tudo pode acontecer.
Cat Stevens estava completamente certo, "It's a wild world".
Trilha sonora: Wild World - Cat Stevens
Au revoir!
30.8.12
Past all the signs of the slow decline
Às vezes eu seriamente acho que as coisas das quais eu sempre pensei que fossem predestinadas a acontecer talvez não caibam mesmo na minha vida.
Sei lá, eu me preocupo com coisas tão pequenas, tão bobas perto de pessoas com problemas de verdade. Eu me sinto muito mal mesmo por isso, e começo a me preocupar em me preocupar com coisas diferentes. É. Eu sei....
Bom, a questão é que eu nunca entendo direito se não estou dando valor as coisas certas, ou só me encontrando com as erradas. É engraçado como eu sempre acho que dessa vez vai dar certo, e não dá. Ou é falta de confiança em mim mesma ou confiança demais no destino. Se é que isso existe mesmo.
Sabe quando a gente é criança e se imagina no futuro de um jeito muito distorcido, mas, de alguma forma, certo? Mesmo que nós tentemos ao máximo nos afastar desta memória e preencher o espaço com coisas mais "reais", mais adultas, ela sempre vai estar lá, nos assombrando.
Eu não sou alta, magra, inteligente ou bem sucedida como eu achei que seria. Mas eu sou muitas outras coisas, coisas que eu nunca imaginei que seria. E por mais que às vezes a minha idéia de quem eu deveria ser não é correspondida por quem eu realmente sou, eu acabo me surpreendendo com outros detalhes, detalhes que eu não percebia antes, e que, bons ou ruins, ainda vão estar por perto.
Me conforta a idéia de que ainda tem muito chão por vir, muitas oportunidades de mudar, das minhas idéias mudarem, e quem sabe eu construir algumas expectativas novas? Não mais reais, não mais adultas, mas diferentes... Diferente é bom.
Trilha sonora: Featherstone - The Paper Kites
Au revoir!
Sei lá, eu me preocupo com coisas tão pequenas, tão bobas perto de pessoas com problemas de verdade. Eu me sinto muito mal mesmo por isso, e começo a me preocupar em me preocupar com coisas diferentes. É. Eu sei....
Bom, a questão é que eu nunca entendo direito se não estou dando valor as coisas certas, ou só me encontrando com as erradas. É engraçado como eu sempre acho que dessa vez vai dar certo, e não dá. Ou é falta de confiança em mim mesma ou confiança demais no destino. Se é que isso existe mesmo.
Sabe quando a gente é criança e se imagina no futuro de um jeito muito distorcido, mas, de alguma forma, certo? Mesmo que nós tentemos ao máximo nos afastar desta memória e preencher o espaço com coisas mais "reais", mais adultas, ela sempre vai estar lá, nos assombrando.
Eu não sou alta, magra, inteligente ou bem sucedida como eu achei que seria. Mas eu sou muitas outras coisas, coisas que eu nunca imaginei que seria. E por mais que às vezes a minha idéia de quem eu deveria ser não é correspondida por quem eu realmente sou, eu acabo me surpreendendo com outros detalhes, detalhes que eu não percebia antes, e que, bons ou ruins, ainda vão estar por perto.
Me conforta a idéia de que ainda tem muito chão por vir, muitas oportunidades de mudar, das minhas idéias mudarem, e quem sabe eu construir algumas expectativas novas? Não mais reais, não mais adultas, mas diferentes... Diferente é bom.
Trilha sonora: Featherstone - The Paper Kites
Au revoir!
25.8.12
Till it eats the heart from your soul..
Desculpas são pretextos nos quais nos inserimos para evitar algum o domínio de realidade na vida. Criamos, pensamos, estruturamos e nos enganamos. E mesmo que isso nos prenda em algo bom ou ruim, nunca vai ser de verdade. Apalpável.
O problema é se perder dentro de suas próprias invenções, caminhos meticulosos que desembocam em labirintos e, em teoria, mascaram a entrada para um outro lado mais difícil (muitas vezes só por aparência). A gente não sabe mais o que já estava ou não no caminho e construimos inseguranças, obstáculos falsos, nos armando de qualquer recurso que estiver a mão. E aí já era. Está tudo misturado.
Podemos até fingir permanência em alguns aspéctos, mas garanto que de permantes não terão nada. De tantas promessas, feitas, desfeitas, esquecidas ou até relembradas, no fim o que resta é o que foi feito. Então mesmo que deixemos para a semana que vem, mês que vem, futuro que vem, elas não vão se realizar se não forem colocadas pra fora do imaginário.
É assim que a vida funiciona, matéria não é feita de suposições.
Trilha sonora: Silent Sigh - Badly Drown Boy
Au revoir!
6.7.12
I climbed this hill watching so still
Em muitos momentos nossas razões parecem tão certas, tão justificáveis, e mesmo tempo são tão difíceis de se entender quando as confrontamos. Até que desistimos de nos explicar: ou nos enganamos com algum motivo aparentemente válido; ou esquecemos. E vão se acumulando, vão se perdendo. Ou melhor, se mantendo.
São como gotas de chumbo colocadas na água. Elas descem, se instalam e lá ficam. Estáticas. Buracos em areia fina sem perceber.
E se acumulam, por tempos, e tempos, até chegar à superfície. E aí em que reais decisões são tomadas, aí que tudo se mescla, contorce, disorce e vira palavra. Palavra fria e sem razão, mas solta.
Distorcidas mesmo são as ramificações nas quais os nossos laços se estendem. São as nossas idealizações de parentesco e como tudo realmente é.
O que é pai, mãe, irmão?
Se são ideiais separados em um mesmo espaço, talvez sejam só corpos em um encontro. Sem qualquer ligação.
E quando se perde o último vínculo que mantia todo o chumbo coberto, só se vê a superfície, e, ao mesmo tempo, não se vê mais nada. É como estar nua numa valsa programada.
Trilha sonora: "To Be With You" - The Honey Trees
Au revoir.
São como gotas de chumbo colocadas na água. Elas descem, se instalam e lá ficam. Estáticas. Buracos em areia fina sem perceber.
E se acumulam, por tempos, e tempos, até chegar à superfície. E aí em que reais decisões são tomadas, aí que tudo se mescla, contorce, disorce e vira palavra. Palavra fria e sem razão, mas solta.
Distorcidas mesmo são as ramificações nas quais os nossos laços se estendem. São as nossas idealizações de parentesco e como tudo realmente é.
O que é pai, mãe, irmão?
Se são ideiais separados em um mesmo espaço, talvez sejam só corpos em um encontro. Sem qualquer ligação.
E quando se perde o último vínculo que mantia todo o chumbo coberto, só se vê a superfície, e, ao mesmo tempo, não se vê mais nada. É como estar nua numa valsa programada.
Trilha sonora: "To Be With You" - The Honey Trees
Au revoir.
4.6.12
MMM Conjunto!
Bom, faz milênios que eu não posto um MMM, então, à pedidos de alguns subscribers, hoje eu farei um MMM um pouco mais completo, pra compensar os meses que eu deixei passar! É bem eclético, mas bem Alice (:
Janeiro/Fevereiro
Janeiro/Fevereiro
- Big Jet Plane - Angus & Julia Stone
- I'll Follow You Into The Dark - Death Cab for Cutie
- Miss You - Blink 182
- Glad You Came - The Wanted (eu sei, também não esperava gostar dessa música haha)
- I've Just Seen a Face - The Beatles
- Do You Wanna Touch Me - Joan Jett & The Black Hearts
- Young Blood - The Naked and Famous
- Electric Feel - MGMT
- Houdini - Foster The People
- When The Sun Goes Down - Arctic Monkeys
- Time To Pretend - MGMT
- Gold Guns Girls - Metric
- Please Rewind - I Blame Coco
- Rock & Roll - Eric Hutchinson
- A Team - Ed Sheeran
Au revoir!
Don't you forget your name
O primeiro dia de "mudanças" começou bem: dormi e acordei cedo, com um
super bom humor. A escola passou voando, assim como os episódios de "How
I Met Your Mother" que eu venho assistindo ultimamente. Sei lá, acho
que quando a gente se organiza melhor tudo parece mais fácil, mais
significativo, divertido à ponto de se comparar estudos a um seriado de
TV (que inclusive é super legal!).
Hoje, além de estudar, decidi também editar um pouco, vou
balancear. Voltei, finalmente, à rotina de exercícios e alimentação
balanceada que antes eram regra, o que em poucos dias já fez muita
diferença. E agora vou continuar buscando esse equilíbrio, esse ritmo
que funciona para mim, que encaixa.
"Quem, de três milênios,
não é capaz de se dar conta
vive na ignorância, na sombra,
à mercê dos dias, do tempo"
- Johann Goethe (escritor alemão)
Trilha Sonora: The Story I Heard - Blind Pilot (uma das minhas músicas favoritas de agora!)
Au revoir!
O mais bacana é a sensação de começar tudo AGORA e não depois, não
"mais tarde". É sempre bom se sentir útil, ativa! E, por mais que ainda
se mantenha o remorso de não ter feito isso antes, ou pelo menos
mantido quando tive a oportunidade, eu sinto que já estou fazendo alguma
diferença em me mexer um pouco. Eu tenho que parar de me preocupar com o
que já passou, já foi, ou, nesse caso, não foi haha mas tudo bem, sabe?
Não dá para comprimir a noção espaço-tempo como se as minhas ações
fossem capital. O que dá para fazer é correr atrás do tempo perdido como
eu posso, e levar isso à sério.
Só espero que dessa vez eu não olhe para trás e enxergue tudo isso
como mais uma oportunidade perdida, mais um momento em que eu poderia
ter me organizado e acabei não o fazendo, não cumprindo com as minhas
expectativas, de novo.
"Quem, de três milênios,
não é capaz de se dar conta
vive na ignorância, na sombra,
à mercê dos dias, do tempo"
- Johann Goethe (escritor alemão)
Trilha Sonora: The Story I Heard - Blind Pilot (uma das minhas músicas favoritas de agora!)
Au revoir!
3.6.12
Soon you will know that you are sane
Fresh start. É assim que eu quero pensar desses dois próximos meses que estão por vir.
É meu tempo de sanidade antes de toda a loucura pré-vestibular que está para chegar, e eu quero aproveitá-lo da melhor forma possível.
Sabe aqueles filmes adolescentes em que amigas resolvem fazer uma "makeover" em si mesmas antes de algum evento especial para parecerem "legais"? haha é tipo isso. Digo, o espírito é esse. Menos o baile de formatura e um cara incrívelmente bonito, com seus prováveis 23 anos e poucos menos de academia, para beijar antes do letreiro invadir a tela.
O que eu mais espero é me sentir um pouco melhor comigo mesma antes de entrar nesse looping um pouco auto-destrutivo do último ano de escola. Por enquanto, eu não quero pensar muito nesse último semestre do ano, já pensei demais nisso. Agora quero dar meu total foco ao que está me incomodando e resolver qualquer pendência que eu tenha comigo. E só. Como se fosse fácil, né? haha
É com certeza uma maneira de me sentir mais segura, e também de finalmente reservar esse espaço para me reconstruir, do jeito que eu quiser (:
E dessa vez eu quero que seja drástico!
Trilha Sonora: Expectations - Belle & Sebastian
Au Revoir!
É meu tempo de sanidade antes de toda a loucura pré-vestibular que está para chegar, e eu quero aproveitá-lo da melhor forma possível.
Sabe aqueles filmes adolescentes em que amigas resolvem fazer uma "makeover" em si mesmas antes de algum evento especial para parecerem "legais"? haha é tipo isso. Digo, o espírito é esse. Menos o baile de formatura e um cara incrívelmente bonito, com seus prováveis 23 anos e poucos menos de academia, para beijar antes do letreiro invadir a tela.
O que eu mais espero é me sentir um pouco melhor comigo mesma antes de entrar nesse looping um pouco auto-destrutivo do último ano de escola. Por enquanto, eu não quero pensar muito nesse último semestre do ano, já pensei demais nisso. Agora quero dar meu total foco ao que está me incomodando e resolver qualquer pendência que eu tenha comigo. E só. Como se fosse fácil, né? haha
É com certeza uma maneira de me sentir mais segura, e também de finalmente reservar esse espaço para me reconstruir, do jeito que eu quiser (:
E dessa vez eu quero que seja drástico!
Trilha Sonora: Expectations - Belle & Sebastian
Au Revoir!
Assinar:
Postagens (Atom)