Faz muito tempo que eu não posto aqui, eu sei.. Mas eu acho que parte disso se deu ao fato de eu realmente ter esquecido o sentido disso tudo. Não adianta nada fazer posts vazios se eu criei o blog justamente para ser um espaço onde eu me apoio e posso contar quando preciso.
Bom, o que importa é que, mesmo vindo de um lugar não muito bacana, eu meio que me forcei a perceber que precisava de uma mudança, e urgente! Nesse último mês eu estava naquele estado que eu gosto de chamar de automático, mas mais do que isso, extremamente vazio. Eu não estava afim de me cuidar, de correr atrás das coisas que eu quero. O que eu gosto de fazer parecia ter perdido a graça, como se toda a minha energia se voltasse para o esforço que eu precisava na hora de levantar, ir à escola, estudar, e depois me preparar com os testes que eu fazia.
Com certeza, os testes estavam me dando uma super esperança de que as coisas iriam mudar. Eu nunca pensei que iria conseguir uma oportunidade dessas e muito menos que chegaria tão longe. Sei lá, eu sou muuuito insegura e coisas como essa não aparecem sempre na minha vida. Parecia mentira, mas do nada eu estava num lugar tão bom, tão confiante. Me dei bem com todo mundo, estudei pra caramba, me esforcei pra caramba, fiquei nervosa pra caramba, mas no fim me deu uma sensação de que tudo daria certo.
Uma semana mais tarde eu desanimei um pouco, fiquei doente e me perdi um pouquinho do que eu acreditava ser bom pra mim. Num clima desses tudo o que me animava era a possíbilidade de ter uma coisa que me faria bem, me levantaria um pouco e me faria crescer bastante.
Ontem à tarde eu estava no pior momento de todos, com a cabeça ainda em questões canadenses mal resolvidas, e querendo uma virada o mais rápido o possível. E daí veio a bomba. Uma ligação acabou com todas as minhas esperanças de um futuro trabalho bacana. De volta aquela sensação de ser relativamente muito pequena em relação a tudo o que eu quero, muito longe e fora do meu alcance. Não é nem um pouco legal se sentir insuficiente.. E como se, mesmo me esforçando para dar o melhor de mim, me expondo a situações das quais eu não estava acostumada e tentando superar todas as minhas inseguranças, eu ainda sim não tinha sido boa o bastante e isso dói. Da vontade de desistir de tudo, porque talvez eu não tenha mesmo sido feita pra isso. Mas então fazer o que, se é de isso que eu gosto?
Bom, acho que num momento desses não tem como não se sentir mal, e eu ia diminuindo, diminuido até ficar pequena demais pros meus próprios pensamentos. Chorar e dormir, era tudo o que eu precisava, e foi tudo o que eu fiz.
Aquela noite parecia interminável, mas o dia chegou e com ele uma onda de pensamentos positivos. Minhas amigas apareceram e deram vida para esse quarto morto. Eu tomei um banho e decidi limpar toda a minha tristeza. Eu me livrei de toda aquela vontade de desistir, e agora tudo o que eu quero é ir mais longe ainda, provar àqueles que me rejeitaram que eu posso (e vou) ser muito melhor do que isso :)
Na minha cama, com "Drive By" no máximo, lençóis dessa semana já na roupa-suja, minhas amigas planejam o ano que vem, a faculdade e as viagens enquanto eu escrevo esse post. Agora, mais do que nunca, eu preciso lembrar de que tudo é muito efêmero e que logo, logo eu posso conseguir algo ainda mais especial. É só me dar o melhor de mim em tudo o que eu posso e esperar pelo que eu ainda não posso.
Tudo vai dar certo, e se não aconteceu, é porque não era para ser.. Virão melhores! :)
Trilha sonora (pra animar!): Drive By - Train
Au revoir!
19.12.11
MMM NOVEMBRO
Demorou, mas aqui estão as músicas que não sairam do "repeat" no meu iPod no último mês! Bom, pra explicar um pouquinho, eu tenho andado com uma vontade de escutar músicas mais instrumentais, e novembro não foi diferente.. Voltei bem no tempo, e fiz muito bem. As músicas que eu escolhi compartilhar com vocês são clássicas e muito especiais para mim. Eu sinto nelas uma facilidade incrível de conectar com a poesia. Não sei se algum de vocês também já pensou nisso, mas ao ouvir, por exemplo, o violão-cello marcate de Yo-Yo Ma, é possível enxergar cada pedacinho de vunerabilidade típica na poesia romântica e ao mesmo tempo uma firmeza que guia o contexto da música. Sei lá, eu posso estar exagerando na análise haha mas realmente vale à pena apreciar e sentir cada nota destas obras:
Au revoir!
- Winter - Vivaldi
- Elgar Cello Concerto - Yo-Yo Ma
- Valse Sentimentale - Tchaikovsky
- Cello Suite No.1 Prelude - Bach
- Libertango - Yo-Yo Ma & Astor Piazzolla (um máximo)
Au revoir!
11.12.11
Leave a message at the tone..
É engraçado como às vezes o fato da gente passar muito tempo em uma rotina fechada acaba tornando muito mais difícil nos desapegarmos à ela, e esse período de transição pode vir junto com muitos outros fatores que se desregulam. Minhas aulas acabaram à dois dias, e eu ainda me sinto como se eu tivesse que estudar para alguma prova na segunda-feira. Nesse último mês a minha vida esteve maluca, completamente maluca. Eu tive semana de trabalhos e logo em seguida, mais duas de provas, tudo o que eu pensava era em estudar e dormir. Só.
Agora que tudo isso deu uma aliviada, eu ainda não consegui me desprender aos pensamentos de antes, foi um choque tão grande de que, de repente, eu troquei os estudos de sexta à noite por festas ou programas com os amigos, que todo o resto acabou se desequilibrando um pouco. Mas acho que todo começo de férias merece uma loucurazinha!
Agora no meu quarto, com um cházinho e um bom livro o que eu mais quero é descansar, e deixar um pouco as minha preocupações com faculdade, terceiro ano, e todo o resto de lado... Hoje vai ser um dia só meu e de não fazer nada. Por mais que existam mil coisas que eu ainda queira ou tenha que fazer, vou me obrigar a vestir uma roupa confortável e relaxar um pouquinho. Convido todos vocês à fazer o mesmo, afinal, a gente merece :) Que dezembro seja incrível!
E para entrar no clima.. a trilha sonora: The Lazy Song - Bruno Mars (hahah :D)
Au revoir!
Agora que tudo isso deu uma aliviada, eu ainda não consegui me desprender aos pensamentos de antes, foi um choque tão grande de que, de repente, eu troquei os estudos de sexta à noite por festas ou programas com os amigos, que todo o resto acabou se desequilibrando um pouco. Mas acho que todo começo de férias merece uma loucurazinha!
Agora no meu quarto, com um cházinho e um bom livro o que eu mais quero é descansar, e deixar um pouco as minha preocupações com faculdade, terceiro ano, e todo o resto de lado... Hoje vai ser um dia só meu e de não fazer nada. Por mais que existam mil coisas que eu ainda queira ou tenha que fazer, vou me obrigar a vestir uma roupa confortável e relaxar um pouquinho. Convido todos vocês à fazer o mesmo, afinal, a gente merece :) Que dezembro seja incrível!
E para entrar no clima.. a trilha sonora: The Lazy Song - Bruno Mars (hahah :D)
Au revoir!
5.11.11
MMM OUTUBRO
Hoje vai sem introdução mesmo :) Bom, outubro foi um mês super confuso para mim e acho que essa lista vai refletir um pouquinho desse potpourri de sentimentos e estilos:
- Heretics - Andrew Bird
- Claustrophobe - Katie Todd
- Satellite - Guster
- Heaven is in New York - Wyclef Jean
- Yann Tirsen - Comptine d'un autre été: l'après-midi
Em carne e osso
Acordei cedo. O barulho das marteladas na parede vizinha e os passos no cômodo acima não me deram tempo nem de abrir os olhos por vontade. Os sons ritmados da reforma eram traduzidos como o bater de relógio na minha cabeça, e a sua contagem ia ficando cada vez mais alta. Mais alta, mais alta e mais alta. Tem sido assim pelo último mês inteiro, tudo o que acontece tem sido metrificado por esse pêndulo imaginário, acelerado, que repete o dia inteiro, a noite inteira, e muitas vezes me deixa sem ar.
Eu consegui acompanhar o passo desse relógio por um bom tempo, e até me orgulho disso, mas chegou um ponto em que ele começou a pesar de mais, e eu deixei de acompanhar. Foi como se eu perdesse uma inspiração, e, por essa fresta de tempo, eu me desliguei de todo o resto. Foi assustador.
Não sei muito bem como explicar, porque também não sei se alguém vai me entender, mas é como se por dois dias eu tivesse deixado de viver no piloto automático que todo mundo sempre vive. Aquele momento em que saimos um pouco do nosso corpo e adquirimos um olhar de fora, do tipo que entende que nós somos seres individuais. Quando você percebe que é você mesmo, uma força estranha, que controla esse apanhado de carne, ossos e pele. Você não está mais se deixando levar pela situação, e sim pela sua existência. É uma sensação tão grande, e ao mesmo tempo tão sozinha.
Eu vivi uma série de situações novas durante um curto período de tempo, elas me atravessaram feito um tiro, e foi só nesse momento, nesse intervalo de respiração, que eu realmente me senti fora do ar. É como se tudo o que eu tivesse vivido até agora perdesse todo o sentido nesse meio tempo, eu realmente deixei de respirar.
Foi assustador. E nesse contexto vale repetir, porque eu acho que é algo que vai me assombrar pelo resto da vida; o medo de pular essa inspiração novamente. Expirar sem ar, me expirar totalmente, até esvaziar. Todos os pensamentos obscuros que eu já tive medo de sequer soprarem por mim vieram à tona, e me atravessaram por inteira. E o fato de eu estar tão ciente do meu poder sob o meu próprio corpo, me fez perdê-lo tão rápido que me deixou distante, aérea. Essa força toda perdeu a sua importância, assim como a minha vida, e eu não sabia mais como controlá-la, eu havia desaprendido tudo. Ao meu redor, as coisas desapareciam pouco a pouco e as vozes iam para longe, bem longe. Como eu poderia ter tanto medo de mim mesma? Como isso poderia me tomar de um jeito que eu entrava em pânico cada vez que pensava em acordar?
Eu demorei para decidir se mencionaria isso ou não aqui no blog, mas é algo que vale a pena compartilhar. Foi algo que fez eu me sentir tão sozinha, que hoje eu sinto a necessidade de comunicar, de alguma forma, para superar isso de uma vez por todas.
Trilha sonora: Yann Tirsen - La Valse d'Amelie
Au revoir!
Eu consegui acompanhar o passo desse relógio por um bom tempo, e até me orgulho disso, mas chegou um ponto em que ele começou a pesar de mais, e eu deixei de acompanhar. Foi como se eu perdesse uma inspiração, e, por essa fresta de tempo, eu me desliguei de todo o resto. Foi assustador.
Não sei muito bem como explicar, porque também não sei se alguém vai me entender, mas é como se por dois dias eu tivesse deixado de viver no piloto automático que todo mundo sempre vive. Aquele momento em que saimos um pouco do nosso corpo e adquirimos um olhar de fora, do tipo que entende que nós somos seres individuais. Quando você percebe que é você mesmo, uma força estranha, que controla esse apanhado de carne, ossos e pele. Você não está mais se deixando levar pela situação, e sim pela sua existência. É uma sensação tão grande, e ao mesmo tempo tão sozinha.
Eu vivi uma série de situações novas durante um curto período de tempo, elas me atravessaram feito um tiro, e foi só nesse momento, nesse intervalo de respiração, que eu realmente me senti fora do ar. É como se tudo o que eu tivesse vivido até agora perdesse todo o sentido nesse meio tempo, eu realmente deixei de respirar.
Foi assustador. E nesse contexto vale repetir, porque eu acho que é algo que vai me assombrar pelo resto da vida; o medo de pular essa inspiração novamente. Expirar sem ar, me expirar totalmente, até esvaziar. Todos os pensamentos obscuros que eu já tive medo de sequer soprarem por mim vieram à tona, e me atravessaram por inteira. E o fato de eu estar tão ciente do meu poder sob o meu próprio corpo, me fez perdê-lo tão rápido que me deixou distante, aérea. Essa força toda perdeu a sua importância, assim como a minha vida, e eu não sabia mais como controlá-la, eu havia desaprendido tudo. Ao meu redor, as coisas desapareciam pouco a pouco e as vozes iam para longe, bem longe. Como eu poderia ter tanto medo de mim mesma? Como isso poderia me tomar de um jeito que eu entrava em pânico cada vez que pensava em acordar?
Eu demorei para decidir se mencionaria isso ou não aqui no blog, mas é algo que vale a pena compartilhar. Foi algo que fez eu me sentir tão sozinha, que hoje eu sinto a necessidade de comunicar, de alguma forma, para superar isso de uma vez por todas.
Trilha sonora: Yann Tirsen - La Valse d'Amelie
Au revoir!
3.10.11
MMM SETEMBRO
A casa cheia e o som estridente da guitarra aguda saindo pelos amplificadores nos cantos do palco conferem uma atmosfera gostosa, a platéia sorri com o refrão de "Sweet Child O' Mine" e os aplausos ao fim da música abafam a acústica do espaço relativamente pequeno, como o de esperado.
Bom, o MMM deste mês começa com a minha ida ao show da banda de alguns amigos meus, no qual foram inclusos covers que me inspiraram para criar a playlist que eu tenho ouvido nas últimas semanas. Os clássicos do rock n' roll e grunge tomaram a lista dos "mais tocados" no meu iPod, os solos exagerados, bateria marcante e vocalistas cabeludos voltaram a fazer parte dos meus favoritos, e agora vou compartilhar com vocês as 5 músicas que mais me inspiraram! Comentem e me contem quais mais te inspiram:
Bom, o MMM deste mês começa com a minha ida ao show da banda de alguns amigos meus, no qual foram inclusos covers que me inspiraram para criar a playlist que eu tenho ouvido nas últimas semanas. Os clássicos do rock n' roll e grunge tomaram a lista dos "mais tocados" no meu iPod, os solos exagerados, bateria marcante e vocalistas cabeludos voltaram a fazer parte dos meus favoritos, e agora vou compartilhar com vocês as 5 músicas que mais me inspiraram! Comentem e me contem quais mais te inspiram:
- "Sweet Child O' Mine"- Guns N' Roses
- "Smells Like Teen Spirit"- Nirvana
- "The Trooper"- Iron Maden
- "One"- Metallica
- "Dream On"- Aerosmith
29.9.11
Desde o amanhecer até quando eu me deito..
Semana pesada, lotada de trabalhos, provas, escola, escola e mais escola.. Hoje eu tirei o dia para aprofundar um pouquinho mais a minha pesquisa para o ensaio de biologia. Um tema um tanto complicado, e diria: O que é vida. E se você lê o meu blog já deve saber que eu vou pirar na filosofia e de biologia não vai sobrar quase nada para avaliar... hahaha Mas chega de escola porque por hoje eu já não aguento mais pensar.
Bom, o que me deixou feliz essa noite, foi relembrar um pouquinho os velhos tempos. Eu costumava sentar nesse mesmo sofá em que estou agora com o meu pai há uns quatro, cinco anos para assistir desenhos animados, comer marshmallows e jogar conversa fora. Um furacão de nostalgia contagiou e a cena se repetiu com um DVD de Lizzie Maguire, chocolate quente, e milhões de lembranças.
É super gostoso se encontrar em situações como essa, em que coisas tão bacanas da sua infância voltam sem você nem se dar conta do quão deliciosas elas eram.. E é pura sorte, e talvez até acaso, as ocasiões em que a gente consegue revivê-las tão à risca. Porque se pensarmos bem, são noites como esta que se passariam despercebidas pelas muitas outras diversões nas nossas vidas de criança.
Isso me fez pensar um pouquinho no que eu tenho para aproveitar aqui e agora, com dezesseis anos e uma vida incrível. Só o fato de eu poder me deliciar um pouco com uma lembrança tão gostosa, e passar muitos outros momentos tão bons, já me faz muito feliz. Acho que além de tudo, muito, muito agradecida!
Pode estar acontecendo a maior tempestade do mundo na minha casa, mas eu sei que os meus problemas não são maiores do que os de muita gente, e eu acho que eu já devo muito por isso. As coisas acontecem dentro de um determidado ciclo, elas se criam e reinventam o tempo todo, e mudanças, mesmo que boas ou ruins, sempre tem um outro lado. E é isso o que está me dando a maior força do mundo nesse momento, acreditar em mudanças, na incrível efemeridade da vida, e como isso faz bem.
Em homenagem à nostalgia, a trilha sonora de hoje é: Velha Infância - Os Tribalistas
Au revoir!
Bom, o que me deixou feliz essa noite, foi relembrar um pouquinho os velhos tempos. Eu costumava sentar nesse mesmo sofá em que estou agora com o meu pai há uns quatro, cinco anos para assistir desenhos animados, comer marshmallows e jogar conversa fora. Um furacão de nostalgia contagiou e a cena se repetiu com um DVD de Lizzie Maguire, chocolate quente, e milhões de lembranças.
É super gostoso se encontrar em situações como essa, em que coisas tão bacanas da sua infância voltam sem você nem se dar conta do quão deliciosas elas eram.. E é pura sorte, e talvez até acaso, as ocasiões em que a gente consegue revivê-las tão à risca. Porque se pensarmos bem, são noites como esta que se passariam despercebidas pelas muitas outras diversões nas nossas vidas de criança.
Isso me fez pensar um pouquinho no que eu tenho para aproveitar aqui e agora, com dezesseis anos e uma vida incrível. Só o fato de eu poder me deliciar um pouco com uma lembrança tão gostosa, e passar muitos outros momentos tão bons, já me faz muito feliz. Acho que além de tudo, muito, muito agradecida!
Pode estar acontecendo a maior tempestade do mundo na minha casa, mas eu sei que os meus problemas não são maiores do que os de muita gente, e eu acho que eu já devo muito por isso. As coisas acontecem dentro de um determidado ciclo, elas se criam e reinventam o tempo todo, e mudanças, mesmo que boas ou ruins, sempre tem um outro lado. E é isso o que está me dando a maior força do mundo nesse momento, acreditar em mudanças, na incrível efemeridade da vida, e como isso faz bem.
Em homenagem à nostalgia, a trilha sonora de hoje é: Velha Infância - Os Tribalistas
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