3.1.11

Turn and face it straight

Tudo bem, acho que eu devo uma explicação sobre o post anterior...
Foi um péssimo jeito de começar o ano, eu sei, mas eu precisava desabafar pelo menos em algum lugar o que eu estava sentindo. Pode parecer muito idiota, emo, ou a rotulação que você preferir, mas às vezes eu me sinto a pessoa mais fraca do mundo. Como se eu tivesse todas as negatividades do universo dentro de mim e nada pudesse me ajudar. E mesmo que isso tudo venha do motivo mais ridículo do mundo, acaba me tomando por inteiro e eu fico realmente mal.
Mas enfim, já se passaram umas quatro horas desde a minha crise e está na hora de ser mais positiva. O ano de 2010 deixou o começo de muitas coisas e agora só falta um impulso para continuá-las.
Eu fico feliz de ter mudado tanto em um ano, e espero que isso continue. É sempre bom mudar, mesmo que doa um pouquinho. Tem coisas que são difíceis de enfrentar, e uma cabeça fechada não ajuda em nada. Por isso eu estou tentando ao máximo aceitar a efemeridade das coisas e principalmente a minha. Eu tenho que dar menos valor ao que não importa de verdade, não me preocupar tanto assim com as coisas que vão e vem...
Eu vou tentar ser mais forte e continuar crescendo esse ano, espero que cada vez mais eu vá deixando essa preocupação de lado. E que cada vez menos eu precise me sentir assim para me tocar de que as coisas não estão certas.
O intercâmbio vai sim ser uma prova para tudo isso, e eu quero que tudo dê certo. Tudo vai dar certo.
Mas só para garantir, um pouquinho de Camões não vai fazer mal à ninguém. Aí vai o meu favorito:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

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